As Crianças e a Tecnologia
Uma criança que já nasce mexendo em aparelhos modernos de telefone ou computador não é necessariamente um ser evoluído. Mostre a ela uma máquina de escrever e veja o que acontece... Não acontece! Se fosse evoluída saberia mexer em tudo...
Quando se nasce em meio a selva, torna-se o melhor caçador, quando se nasce em meio ao campo, torna-se o melhor agricultor, quando se nasce em meio a tecnologia, naturalmente torna-se um ser apto a manusear tais aparelhos modernos. Nada além disso.
Mas existe um problema em toda essa modernidade prematura: Todas as informações já chegam mascadinhas e cuspidas em uma tela onde basta um clique e o mundo se resolve. A vida real não é assim, portanto quanto mais cedo uma criança mexe em ícones prontos, lê respostas de fácil acesso e absorve muitas informações desnecessárias (porque não há como vigiar 100% suas tarefas online, até porque os pais não estão habituados a mexer em aplicativos e acompanhar seus filhos mais de perto), mais essas crianças vão criando a tal "memória de curto prazo", porque absorvem muito facilmente as informações e daqui alguns minutos já esqueceram seu conteúdo, por não ter depositado esforço na pesquisa, por não ter lido e relido, por não ter visto nada mais que um ícone. Ela não mastigou uma informação útil por várias vezes, ela engoliu uma caçamba de informações prontas e processadas que caíram direto no seu estômago. Que indigesto, não é?
Então, senhores pais, ver seu filho mergulhado na tecnologia pode não ser tão bonito quanto parece. Não que a tecnologia e a agilidade nas informações sejam ruins, é claro que não é por aí, mas procurem fazer com que cada informação seja assimilada mais lentamente, e mostre a ele que existem outras formas de pesquisas e outras atividades. Estejam junto a ele, observem mais suas atitudes, mostrem um pouco do seu mundo a ele e entre algumas vezes no universo dele também, pratiquem essa troca, levem-no ao seu local de trabalho as vezes, andem de bicicleta, brinquem com um cão, depois, troquem e-mails, deixem que ele lhes mostre um aplicativo no celular e aprendam a jogar com ele.
Interagir e observar, esses são os caminhos.
(Jocelaine Carvalho Fagundes - 17.03.2014)

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